INTENÇÃO DE CONSUMO DE PORTO VELHO CRESCE PELO QUINTO MÊS CONSECUTIVO

Índice da capital rondoniense revela uma tendência de aumento nas vendas do fim do ano.


A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) deste mês, o objetivo da pesquisa é produzir um indicador que possa medir a percepção que as famílias têm sobre o nível futuro de propensão a consumir em curto e médio prazo. 

Em nível nacional, a Intenção de Consumo das Famílias se estabilizou em outubro, depois de quatro meses consecutivos de alta, o indicador apurado teve crescimento mensal nulo, atingindo 73,2 pontos. Apesar da falta de variação, o índice apresentou o maior nível desde março de 2021, quando registrou 73,8 pontos, e superou os 68,7 pontos de outubro de 2020. Ainda assim, permaneceu abaixo do nível de satisfação (100 pontos), fato que vem ocorrendo desde abril de 2015. Já a intenção de consumo das famílias de Porto Velho permaneceu em crescimento pelo 5º mês alcançando o seu maior patamar (70,4 pontos), ou seja, 7,5% maior do que o alcançado em outubro do ano passado (65,5 pontos) e 3,5% maior do que o resultado de setembro deste ano (68 pontos). Quatro subíndices se destacaram apresentando crescimento melhores, que são o Nível de Consumo Atual (10,7 %), Compra a Prazo (Acesso à Crédito) 5,7%, Emprego Atual 3,9% e Perspectiva de Consumo 3,8%, o que proporcionou ao indicador alcançar o maior patamar deste ano e em doze meses. Somente a Perspectiva Profissional (-1,4%) e o Momento para Duráveis (-1,1%) apresentaram resultados negativos em relação ao mês anterior. 

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia, Raniery Araujo Coelho:

“O comportamento da Intenção de Consumo de Porto Velho consolida a tendência de uma perspectiva mais favorável em relação ao consumo nos próximos meses, principalmente levando em conta o Decreto nº 26.461, de 15 de outubro de 2021, que liberou, definitivamente, as restrições às atividades econômicas”.

Para o dirigente empresarial,

“Mesmo com as incertezas provenientes da inflação mais alta e do aumento dos juros, os resultados indicam que o consumo em Rondônia continua se recuperando em relação ao ano passado e tende a aumentar com as vendas de final de ano”.