A compra, pela Camargo Corrêa, de uma participação de 22,17% na Cimentos de Portugal (Cimpor), impõe nova barreira às pretensões da Companhia Siderúrgica Nacional de avançar no segmento. A Votorantim também já garantiu um naco da empresa, com a aquisição dos 17,3% que pertenciam à Lafarge. A Camargo conseguiu entrar na Cimpor comprando a participação do grupo Teixeira Duarte, até então o maior acionista individual da cimenteira, em um negócio de quase € 1 bilhão. Com mais 3% de outros acionistas ligados aos Teixeira Duarte, que têm até dia 15 para aderir à proposta, o grupo brasileiro garantirá 25%. Segundo Vitor Hallack, presidente do conselho da Camargo, o interesse do grupo não acabou com o negócio fechado ontem. "Temos intenção de comprar mais, podendo chegar até o limite de 33%". Nesse caso, seria obrigatória uma oferta pública de aquisição da totalidade das ações. Apesar de se tornar a maior acionista da Cimpor, a Camargo não tem o controle da empresa. "A gestão da companhia é tirada de decisões colegiadas do grupo de acionistas", disse Hallack.
Fonte: Folha on line