A quantidade de consumidores que buscou crédito recuou pelo segundo mês consecutivo, de acordo com o indicador da Serasa Experian, divulgado na segunda-feira. O percentual em fevereiro foi 7% menor do que em janeiro. No mês passado, a queda tinha sido de 1,1% na comparação com dezembro. Em relação a fevereiro de 2009, houve aumento de 18,5%, mas vale lembrar que, no mesmo mês do ano passado, o mercado de crédito estava retraído e havia sido registrado o segundo menor valor de toda a série histórica, retornando aos patamares do início de 2007.
Queda ocorreu em todas as faixas de renda
Os economistas da Serasa apontam que o fraco desempenho no mês é resultado da queda no consumo nos dois primeiros meses do ano, com o fim do efeito das festas de final de ano, e também do aumento do endividamento das famílias durante a segunda metade de 2009, por causa das medidas de estímulo ao consumo. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, a demanda por crédito avançou 16,1% no comparativo com o mesmo bimestre de 2009, "ainda sob influência da reduzida base de comparação, situação que deverá começar a se normalizar a partir do segundo trimestre". Houve queda no indicador em todas as faixas de renda, sendo a menor redução na camada de consumidores que ganham até R$ 500,00 com queda de 2,6% ante janeiro. No acumulado do ano, esta é a faixa que apresenta o menor crescimento em relação aos dois primeiros meses de 2009, de 6,9%. O maior aumento neste mesmo período foi entre os consumidores que ganham de R$ 1 mil a R$ 2 mil, com alta de 21,1%. Por região do país, houve queda na demanda em quatros das cinco regiões em fevereiro na comparação com janeiro. Os declínios mais acentuados foram na Sul (-9,2%), Nordeste (-7,4%) e Sudeste (-7,5%). Na região Norte a queda foi de 4,8%. Apenas a Centro-Oeste teve aumento na procura, com alta de 0,9%. Segundo a Serasa, este é o segundo mês seguido de crescimento da procura por crédito dos consumidores do Centro-Oeste, "o que pode estar sendo influenciado pela recuperação do agronegócio." Na comparação anual, em todas as regiões houve aumento igual ou superior a 10%, devido à base fraca de comparação, tendo destaque o Centro-Oeste (27%) e Sudeste (20,3%).
Fonte: Folha on line