Com a presença do prefeito de Vilhena, José Rover, dos senadores Valdir Raupp, Acir Gurgacz e dos deputados federais Moreira Mendes, Marinha Raupp e Natan Donadon, além do presidente da Fiero, Denis Roberto Baú e representantes da Fecomércio e da Associação Comercial, realizou-se na última sexta-feira, às 19:00 horas, no auditório da AVEC, em Vilhena, a audiência pública relativa ao projeto crema, um projeto que divide em quatro trechos a rodovia BR-364 para sua recuperação, alargamento e manutenção. Na ocasião o diretor de Planejamento e Pesquisa (DDP) do DNIT, Miguel de Souza, falou sobre as audiências públicas realizadas nos municípios ao longo da BR-364 que seria uma das exigências do projeto, bem como que as empresas vencedores devem apresentar soluções para o pavimento em função do intenso tráfego de veículos da rodovia.
Rodovia será maior e muito mais segura
Também estava na audiência o superintendente regional do DNIT, José Ribamar da Cruz Oliveira e técnicos do órgão que ajudaram a montar uma explanação detalhada sobre as principais melhorias incluídas no projeto Crema 2ª Etapa, que contempla a recuperação total da rodovia entre Vilhena e Porto Velho cujo projeto foi exposto para que o maior número de cidadãos soubessem acerca das benfeitorias que serão incorporadas, como será o processo licitatório e como as empresas vencedoras devem atuar. Desta forma, a população teve como conhecer a obra e seus desdobramentos. Na audiência o senador Valdir Raupp, mesmo reconhecendo o significado e o valor da obra, lembrou que 120 pessoas morrem por ano e são mais de 1200 acidentes em virtude do péssimo estado da estrada. Lembrou que somente neste ano são mais de 200 pessoas acidentadas, daí, que solicitou que, independente da obra que ainda levará algum tempo para começar e, apesar da chuva, que se tome alguma providência para estancar este fluxo que tem um enorme custo humano. Outras pessoas presentes também salientaram a importância para a região com as melhorias ao longo da rodovia e lembraram o passado e locais perigosos que já causaram diversos acidentes. O interesse sobre a recuperação da rodovia foi enorme o que foi observado não somente pelo auditório repleto mesmo com uma outra solenidade, a de condecoração dos pioneiros de Vilhena feita pelo Governo do Estado no mesmo horário, bem como pelo fato de que mesmo depois de finda a apresentação, muitos pediram maiores informações e confirmação dos trechos de curvas que terão terceira faixa e correção de traçado. Foi igualmente muito bem recebida a informação sobre as mudanças nas curvas onde estão os acessos aos municípios de Theobroma, Governador Jorge Teixeira e ao parque de exposições de Jaru, nos quais a pista será duplicada com implantação de canteiro central e retornos para o acesso. Miguel de Souza disse que “Além de garantir mais segurança à população daqueles municípios (Theobroma e Governador Jorge Teixeira) que trafegam constantemente na BR-364, na época das feiras agropecuárias a população de Jaru terá mais segurança na chegada e na saída da festa, pois, poderá acessar tranquilamente a rodovia”. Também foi ressaltada que a famosa “curva da morte”, em Jaru, sofrerá um desmonte de rocha para a correção do traçado, ampliação de pista com inclusão da terceira faixa, oferecendo além da melhor trafegabilidade para o veículos menores, um aumento no ângulo de visibilidade. “Esta é uma das principais finalidade do Crema: garantir segurança à população reduzindo ao máximo os pontos críticos de forma a preservar vidas e o bens materiais que muitas vezes é adquirido com tanto sacrifício”, lembrou Souza, que também destacou que o projeto vai levar mais segurança a todos os municípios nas proximidades da BR-364. O projeto Crema da BR-364 será executado em quatro lotes com um orçamento estimado de R$ 600 milhões. Inclui além da recuperação total dos 700km, a manutenção da rodovia com a sinalização, roço e os acostamentos. De acordo com Miguel de Souza até o mês de agosto as obras devem iniciar simultaneamente, em várias frentes, nos quatro trechos em que a rodovia foi dividida. A previsão é que após o início da obra, a rodovia esteja concluída em até três anos.
Fonte: Fecomércio/RO