Neste dia 16 de julho, comemora-se, o Dia do Comerciante. A data foi instituída pelo presidente do Senado Federal, João Café Filho, em 26 de outubro de 1953, no dia em que nasceu o Visconde de Cayru - José da Silva Lisboa, uma figura histórica, comerciante e político baiano, que exerceu grande influência junto ao príncipe regente português D. João VI na abertura dos portos brasileiros para o comércio com as nações amigas, em 1808. Esse dia tem sua importância porque o comércio é um grande fator de aproximação dos homens e de progresso sendo primordial no desenvolvimento. Pode-se mesmo afirmar que a civilização somente avança quando o comércio cresce na medida em que, para prosperar, exige maior produção e segurança jurídica e política. Uma demonstração do crescimento de nosso país é o fato de que no Brasil, no período 2003-2007, houve um forte crescimento do número de postos de trabalho oferecidos pelo Comércio (crescimento de 2,4 milhões pessoas ocupadas). Também o comércio representa 10,3% da composição do Produto Interno Bruto de 2008, mas, quando somado ao setor serviços corresponde a 55,2% e, segundo a Pesquisa Nacional de Amostras Domiciliares-PNAD, possui um pessoal ocupado, portanto, dá emprego à 16,3 milhões de pessoas com um total de estabelecimentos comerciais que alcançaram o número de 1.173.362. Cada vez mais aumenta a percepção sobre a relevância das atividades de comércio e serviços na geração de renda e riqueza nas economias modernas. As atividades terciárias são, hoje, por excelência propulsoras do desenvolvimento econômico, pois aumentam a competitividade interna e internacional, geram empregos qualificados e aceleram o progresso tecnológico. Nós, em Rondônia, vemos que, com a modernização das lojas e o crescimento das cidades, nosso comércio melhora cada vez mais. E temos sim o que comemorar, mas, sem esquecer que para termos um futuro melhor precisamos lutar pelos projetos que são indispensáveis ao Estado, como o gasoduto de Urucu, ferrovias, eclusas e BRs, sem deixar de reclamar contra os males nacionais como a alta carga tributária, a necessidade de retirar os encargos sobre a folha de pagamentos, a flexibilização das relações trabalhistas, a desburocratização dos negócios, enfim, os obstáculos que impedem que possamos gerar mais renda e empregos. Nós, comerciantes, porém, temos o que comemorar. Muito do avanço do País se deve ao nosso trabalho diário e anônimo. Parabéns, comerciantes.
Fonte: Fecomercio