Embora em ritmo menos intenso do que em 2007 e 2008 (antes da crise), o consumo ainda será um dos propulsores do crescimento econômico neste e nos próximos anos, no cenário do governo. Para 2010, tanto o Ministério da Fazenda quanto o Banco Central trabalham com expansão na casa de 7% para o consumo das famílias. Embora a previsão mostre uma expansão ainda elevada, a expectativa da área técnica do Ministério da Fazenda é de que as famílias façam agora uma espécie de "ajuste de fluxo de caixa", ou seja, rearranjem suas despesas. Nesse cenário, o consumo entraria numa fase de maior acomodação, mas ainda terá combustível do aumento do emprego, renda e crédito, embora os juros mais altos desestimulem este último. Apesar da pressão de vários setores, o governo também não pretende dar incentivos fiscais adicionais para estimular o consumo e o crescimento. Assim, não se espera, a partir de agora, uma explosão do consumo que possa comprometer a saúde da economia e, principalmente, as contas externas, que vêm sofrendo com a alta forte das importações de bens e serviços por causa da falta de capacidade da produção interna atender à demanda dos consumidores.
Fonte: Agência Brasil