Se, em termos nacionais, conforme pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o total de consumidores com endividados pulou de 54,0% em junho para 57,7% em julho, em Porto Velho, graças ao bom momento econômico do Estado, ocorreu um movimento oposto com o total de endividados caindo de 54% para 49%, ou seja, uma queda de 9,3%. O mesmo aconteceu com o percentual de consumidores que não terão condições de honrar seus pagamentos, que subiu de 7,8%,em junho, para 8,9%,em julho, no Brasil, enquanto, em Porto Velho caiu de 5% para 3%, uma queda de 40%, voltando ao mesmo patamar de maio. Por outro lado, em relação às dívidas em atrasos, no País, caiu de 23,5% em junho para 22,8%, em julho, enquanto em Porto Velho se manteve estável em 21%. O tempo médio com pagamento em atraso que é 61,4 dias na média brasileira em Porto Velho é de apenas 48,4 dias. Também o tempo médio de comprometimento com dívidas, que, em Porto Velho, é de 6,2 meses, é menor que a média nacional de 6,9 meses.
Síntese dos Resultados-Junho/Julho 2010
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Junho
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Julho
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Variação
%
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Total de Endividados
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54%
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49%
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-9,3 %
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Dívidas ou Contas em Atrasos
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21%
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21%
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0,0%
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Não Terão Condições de Pagar
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5%
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3%
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-40,0%
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Fonte: Pesquisa Direta CNC/Fecomércio/RO
Em julho o percentual de famílias que se consideram muito endividadas subiu levemente de 7%, em junho, para 7,3%. Os que se consideram mais ou menos endividadas, porém, apresentaram queda dos 17%, em junho, para 11,9% em julho. As famílias que se dizem pouco endividadas tiveram uma pequena queda de 30,0%, no mês anterior, para 29,8% em julho. E os que não tinha dívidas continuaram aumentando dos 45,4% de junho para os atuais 50% de julho. Entre as famílias em atraso predominam as com contas atrasadas entre 30 e 90 dias, que são 40,6% em julho e eram 26% em junho. As famílias com atraso de até 30 dias são 37,6%, um aumento em relação aos 33,7% de junho. Porém, os 18,8% d as famílias com atraso maior que 90 dias é bem menor que os 34,6% de junho. Não sabe ou não responderam apenas 3% das famílias. A parcela da renda comprometida com dívidas continuou caindo dos 30,9% de junho para 29,8% de julho. O nível de renda das famílias com comprometimento de mais de 50% da renda caiu muito de 30,9%, em junho, para os atuais 15,7%.
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Nível de endividamento- Porto Velho- Julho de 2010
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(Cheque pré-datado, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoal, prestações de carro e seguros)
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Categoria
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Total
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Renda Familiar Mensal
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Até 10 SM
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+ de 10 SM
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Muito Endividado
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7,3%
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7,5%
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4,0%
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Mais ou Menos Endividado
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11,9%
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11,4%
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20,0%
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Pouco Endividado
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29,8%
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29,9%
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28,0%
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Não Tem Dívidas Desse Tipo
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50,0%
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50,1%
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48,0%
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Não sabe
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0,6%
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0,7%
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0,0%
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Não Respondeu
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0,4%
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0,4%
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0,0%
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Fonte: Pesquisa Direta CNC/Fecomércio/RO
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Entre os principais tipos de dívidas a predominância é dos cartões de crédito com 53,3% seguido imediatamente pelos carnês que representam 43,8% das dívidas. Em seguida aparecem como principais tipo de dívidas, no mesmo patamar de 14,5%, o financiamento de carro e o crédito pessoal. Depois ainda aparece, com significação, o cheque especial com 8,1% das famílias A queda percentual das famílias endividadas e do percentual de família com dívidas ou contas em atraso no mês de julho, com níveis inferiores à média registrada no primeiro semestre do ano, indicam que as famílias estão mais cautelosas quanto ao nível de endividamento. Em especial parece que começam a sentir os efeitos da política monetária de aumento das taxas de juros e se tornaram menos otimistas em relação à própria situação econômica a ponto de arrefecer a intenção de consumo e diminuir também a propensão a comprar bens duráveis no horizonte mais próximo ainda que o nível de consumo atual continue alto e as perspectivas profissionais e o nível de emprego continue alto. De qualquer forma houve uma freada na escalada de consumo.
Fonte: CNC/Fecomércio/RO