Com o crescimento da arrecadação em ritmo menor do que o esperado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dá sinais de que o governo poderá não conseguir fazer a meta cheia de superávit primário das contas do setor publico, como projetam analistas econômicos que acompanham a política fiscal brasileira. A meta de superávit é de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB), mas, o governo para cumpri-la pode abater as despesas pagas com os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou recorrer aos recursos depositados no Fundo Soberano do Brasil (FSB). Nos últimos meses, Mantega enfatizou que o governo cumpriria a meta cheia, discurso que alterou esta semana. "Neste ano, procuraremos fazer cheio. Agora, se não for cheio, será meio cheio, meio... Isso não importa", disse. Ele alertou, no entanto, que a trajetória da dívida pública do setor público em relação ao PIB é de queda. "Nós trabalhamos sempre pela melhor performance. Mas temos uma margem de flexibilidade que será usada ou não. O resultado será uma melhoria fiscal e vamos reduzir a relação dívida do setor público entre dívida e PIB", afirmou.
Fonte: Ministério da Fazenda