As contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS) apresentaram em junho um superávit primário de R$ 631,5 milhões. De acordo com dados do Ministério da Fazenda, no primeiro semestre o superávit acumulado é de R$ 24,832 bilhões, o equivalente a 1,46% do PIB. O resultado no primeiro semestre é R$ 6,293 bilhões superior ao registrado mesmo período do ano passado, quando o superávit estava em R$ 18,539 bilhões, ou 1,24% do PIB. Em junho, as contas do Tesouro Nacional apresentaram superávit primário de R$ 3,481 bilhões. Por outro lado, as contas da Previdência Social registraram um déficit primário de R$ 2,778 bilhões e o Banco Central um saldo negativo de R$ 71,6 milhões. No acumulado do ano, as contas do Tesouro Nacional apresentaram um superávit de R$ 47,713 bilhões e as da Previdência, um déficit primário de R$ 22,595 bilhões. O Banco Central acumula nos seis primeiros meses do ano um déficit primário de R$ 285,5 milhões.
Ao longo do primeiro semestre as contas do governo central apresentaram superávit em três meses (janeiro, abril e junho) e déficit em fevereiro, março e maio. Considerando estes dados mais recentes, para que o Governo Central cumpra a meta fiscal do segundo quadrimestre faltam ainda R$ 15,3 bilhões. A meta de superávit primário de janeiro a agosto é de R$ 40 bilhões. Até junho, o esforço do Governo Central (composto de Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) é de R$ 24,7 bilhões (considerando os dados fiscais pela metodologia do Banco Central até maio, o chamado abaixo da linha, e divulgado há pouco pelo Tesouro relativo a junho, o chamado acima da linha). A meta é definida conforme a metodologia do Banco Central.
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, reiterou que o governo trabalha para cumprir a meta de superávit primário do ano, sem utilizar as possibilidades de abatimento dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A meta do superávit primário do setor público para 2010 é de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e pode ser deduzido 0,9% do PIB pelos investimentos do PAC.
Fonte: Ministério da Fazenda