O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, recebeu a notícia da sua demissão, que deverá ser publicada, nesta quinta-feira, no Diário Oficial da União. Ele se reuniu com o ministro das Comunicações, José Artur Filardi. O substituto será Davi José de Mattos. Custódio, que ocupava o cargo desde julho de 2006, disse que ficou surpreso com a demissão, que foi uma orientação do Palácio do Planalto.
Horas antes de ser notificado, ele estava num mesmo evento que o presidente Lula da Silva, que não sinalizou sobre o assunto. Para Custódio, a demissão pode fazer parte de um arranjo político no governo. Ele acredita que o motivo não foram os problemas operacionais, que causaram atrasos nas entregas de encomendas no início do ano, que, segundo ele, já foram resolvidos. Porém, não é verdade. As correspondências continuam atrasadas em vários estados, inclusive em Rondônia, e há falta de carteiros o que, para muitos é inadmissível. Segundo Custódio, os Correios continuam com índices altos de satisfação dos consumidores (deve ser dos que falam com ele) e teve quatro anos de lucro operacional, o que é um fato relevante na história da empresa. "Cumpri meu ciclo com as melhores intenções, fiz o meu melhor, não me arrependo de nada, nenhum minuto", avaliou o ex-dirigente dos Correios.
Fonte: Monitor Comercial